Dinossauro brasileiro
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Quando a conversa é sobre electro, logo vem à tona o nome do DJ Magal. E não apenas o electro faz parte do extenso repertório de Magal, mas também techno, house, EBM, acid house, synth pop e as novas experimentações eletrônicas, do minimal ao funky... |
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Tanta versatilidade na cabine de som e carisma com o público transformaram Magal em um dos mais requisitados e reverenciados DJs brasileiros. Ele tem feito parte de line ups de grandes festivais e tocado nos principais clubes do país. Mas tudo isso tem um começo, e é lá nos anos 80 que Magal começa a sua história de sucesso.
Um dos pioneiros da cena eletrônica, Magal é considerado historicamente um dos principais DJs do underground paulistano. Atravessou diferentes momentos em mais de 20 anos de carreira profissional. Se as primeiras audições foram à base de Arthur Baker, Bootsy Collins, Quincy Jones, Incredible Bongo Band, Earth Wind & Fire e Parliament, logo as referências pularam para sonoridades mais agressivas, ainda nos anos 80, como New Order, Section 25, Mantronix, Nitzer Ebb, Front 242 e Cabaret Voltaire. Nessa época Magal fazia parte da equipe de som de seu irmão e logo eles se associaram à equipe de Marquinhos MS, lendário e saudoso DJ que ao lado de Magal formou uma das duplas mais bombásticas do underground de São Paulo.
Em 1983, Marquinhos MS tornou-se DJ residente do então vanguardista club Madame Satã, reduto de punks, darks, rockers e muitas outras tribos que incendiaram a noite paulistana. Não tardou para Marquinhos convidar Magal para se juntar a ele no Madame Satã, o que significou o primeiro passo como profissional dos toca-discos. New Wave, gothic e pop rock estavam em destaque naquele perído, mas Magal enveredou por sonoridades mais voltadas para o eletrônico, ou mais agressivas. Pouco tempo depois a dupla Magal e Marquinhos MS passou para o club Anny 44, e rapidamente Magal foi ocupar a residência de outra lenda entre os clubs de São Paulo, o Rose Bom Bom. O repertório abrangia grooves americanos, do hip hop e da house music, que logo cederam espaço para a EBM (Electronic Body Music) e new beat, até hoje no repertório de Magal.
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Fica claro que um DJ como Magal, passou por outros endereços importantes. Em 1988, lançou a acid house no Brasil junto com Arthur Veríssimo no Cais e com Marquinhos MS no Malícia. Entre 1990 e 1992, rodou os primeiros discos de EBM e industrial no Hoellisch. O club Columbia foi outro que recebeu Magal em diversas festas até a residência com Fábio Spavieri na célebre I Like Mondays, que resgatava as sonoridades oitentistas, isso em 1997. Daí foi um pulo para a noite Cio 80’s de Gláucia++ no club Stereo, em 2000, onde ele introduziu em primeira mão no Brasil o electro. Desde então Magal continua residente ao lado de Gláucia ++ e Oscar Bueno do projeto, que hoje acontece no club D-Edge, chama-se apenas Cio e aposta na fusão de elementos de electro, minimal, synth pop, hi NRG, disco, new wave, electrohouse, techno e house.
Magal tem tocado nos principais clubes do Brasil e de alguns países da Europa, produzido faixas próprias e remixando outras, com talento e sucesso. Citado como um dos mais influentes DJs da cena underground de São Paulo pela jornalista Claudia Assef, no livro Todo DJ Já Sambou, Magal é referência para vários DJs, influenciados pela sua linha de trabalho sempre inovadora.
Ele se apresentou aqui no Fosfobox, no dia 12/09, nas comemorações dos dois anos da Electroshake, juntamente com os DJs Bernardo Campos e Schild.
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